quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ministério Público fecha cerco contra os clubes

Os promotores Herberts Targino e Clístenes Bezerra de Holanda, o primeiro designado pelo Ministério Público Estadual para acompanhar e fiscalizar os procedimentos relativos aos estádios de futebol na Paraíba, na temporada de 2010, e o segundo curador de Defesa do Consumidor, vão convocar as autoridades da área para uma audiência pública, em Campina Grande. Eles querem discutir a situação de infraestrutura e segurança nos estádios, o cumprimento do Estatuto do Torcedor, sistema de bilhetagem eletrônica, possíveis irregularidades cometidas pelos clubes paraibanos e a sonegação de rendas.

Para isso, os promotores deverão enviar até a próxima semana ofícios à presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Rosilene Gomes; ao secretário de Esporte, Juventude e Lazer, coronel Francisco de Assis Silva; aos presidentes das equipes paraibanas; ao Corpo de Bombeiros, às Polícias Militar e Civil e ao Crea - Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. A expectativa é a de que a reunião seja realizada logo após o recesso jurídico, ou seja, depois do dia 6 de janeiro próximo, visto que o MP deverá ficar até lá em sistema de plantão, a partir do dia 18.

Em relação à infraestrutura dos estádios, Hebert Targino quer saber como se encontra a situação, visto que muitas reclamações foram feitas na imprensa no início do ano, quanto a alagamento nos vestiários, túneis e banheiros, principalmente em relação ao Amigão. Sobre segurança, ele quer saber se já está implantado o sistema de vídeo nas arquibancadas, como determina o Estatuto do Torcedor, e se as polícias já dispõem de um projeto estratégico de combate à violência nos estádios.

Em relação à sonegação de rendas nas partidas realizadas por parte de clubes paraibanos, o promotor Clístenes Bezerra deverá indagar os representantes de clubes sobre os borderôs. O MP entende não ser admissível o torcedor estar sendo enganado o tempo todo por borderôs alheios à realidade e vai exigir o cumprimento do sistema da bilhetagem eletrônica, liberado por meio de cartões ou ingressos comcódigo de barra, como forma de coibir irregularidades em relação aos informes de público e renda.
fonte: db

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